virando
Nem mais novo Nem mais velho Apenas eu de novo Sobre os olhos De ninguém A solidão Obscura De um eu Indecifrável Nem mais novo Nem mais velho Apenas cansado Apenas o mesmo Hora após hora Ano após ano Nem mais Nem menos Uma ampulheta Virando Virando Virando....
Escrito por andy às 01h25
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dias frios
dias frios dias infernais quem me dera ir para o verão e por lá ficar queimando, queimado ao sol dias frios.... dias invernais vou tomar um sorvete e tirar o pinguim da geladeira para que ele não pegue uma gripe suina dias frios....
Escrito por andy às 15h40
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errros
Estou cansado de errar tanto errar nas palavras nos gestos, nos jeitos errar nos meus preconceitos (e que seja claro que todos temos preconceitos velados) e na falta de preconceitos errar e ficar errático errando estou cansado..... cansado de continuar vagando de porta em porta boca em boca sonhos e sonhos repetindo repetindo os mesmos erros as mesmas dúvidas sem nunca ter fim milênios e milênios acho que um dia vou nascer de novo novo em folha e quem sabe repaginado sem erro algum ou até melhor com todos os erros e não só alguns
Escrito por andy às 15h47
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Viver
É preciso mudar, refazer, reestruturar.... Deixar de lado coisas que nada acrescentam Viver a vida com um novo sentimento É preciso ser otimista No delírio do dia a dia Surfar as ondas massacrantes e incessantes da monotonia das horas dos trabalhos arrastados sem prazer é preciso refazer a esperança no ser humano no humano no ser e assim ser algo mais algo a mais é preciso ser diferente presente real e não o mofo que nos fazem crer para nos fazer esquecer da capacidade de nossos sonhos da capacidade de nossa liberdade é preciso, urgente preciso viver....
Escrito por andy às 11h42
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calei-me
Calei-me algumas horas atrás todo o dito já dito calei-me
calei-me e fiquei olhando a tristeza das nuvens cinzas lacrimejando tempestades calei-me
calei-me e no silêncio da minha solidão tatuei em mim toda a saudade das palavras esquecidas e dos poemas nunca escritos calei-me
e da dor dos sonhos desfeitos do nada absouto escondido nos batentes das portas e nos retratos amarelados de fantasmas sem nome calei-me
preso na reticência entrepalavras
Escrito por andy às 12h25
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mariana
Mariana
às vezes,
Mariana
Ás vezes
Sonho estar nos teus
Cabelos delicados
Nos teus delicados
Seios
Mariana....
E sem mais,
Nem ter porquê
acordo
Pensando em você
Mariana
Serei eu doente
Mariana
Por querer
Cada dia mais
Olhar, o mar dos teus olhos
Mariana
me afogar
Nas gigantescas ondas
Dos teus olhos, teu mar
Mariana
O ar que me infla
Mariana
A rima
Que me rima
Mariana
Será que cada vez mais
Tudo isso é mais
Minha mariana
Será a loucura
Este amor, Mariana
Porque não haverá
Na terra de meu deus
Outro mar, outra rima
Outra esquina para nós
Mariana
Só esta vida que nos ima
Mariana
Só esta vida, não outra
E nós nos saberemos sempre
Sempre, mariana
Mesmo que tudo termine
No holocausto das estrelas
Mariana
Porque existem
coisas e coisas
e você
você é
a minha coisinha
a minha historinha
a minha onça
a minha moça
a minha menina
a minha nega
a minha preta
a minha essência
a minha mariana
marinada em sal, sol e suor
e é só isso só
o que eu posso dizer
Mariana
E só.... meu sol
vc Mariana
Escrito por andy às 01h06
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o coração
Meu coração tamborila sentimentos estranhos,
Um certo desespero... algo longe de mim mesmo
Algo estranhamente obtuso e distante
Meu coração tem seu ritmo próprio, temerário com a possibilidade do fim
E eu, quieto, absorto em pensamentos estranhos
Penso no meu coração
Na escravidão incessante, do meu coração
Do medo indescritível
Do medo de estar vivo, mas semimorto
Semimorto para a vida pulsante do meu coração
A vida açoitando meu rosto, todas as manhãs
Em que estou preso no escritório
Pensando em um litoral longínquo da África
A África é seus leões nunca vistos
Meu coração a pulsar sem compasso
Meu coração a ditar desejos abstratos
Como um sorvete de nuvens
De sabores lunares
Então, meditando sobre meu coração
Que odeia as injustiças e que fica aprisionado
Em meu injusto peito
Eu penso
No horror
o horror, o horror, o horror,
De ser humano, defeituosamente humano
Com medos e delírios
Com palavras a serem ditas nunca proferidas
Com a vontade inconseqüente de se jogar
De se jogar no vazio do não ser
Do não ter, do não desejar
E meu coração, grilo falante
Me cansa, me cansa e não me dá contrapartida
Não dá, só pede
E pede, pede, pede
Sonhos, milhares de sonhos borboletantes
Sonhos inacreditáveis
Esse coração ufano
Sim, ufano
Que um dia
Só de revolta
Irá parar
Para parar tudo
E então parar
O mundo
Meu mundo
Sem coração
Escrito por andy às 20h01
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A esperança do mundo
A esperança do mundo
Se encontra nas pequenas coisas
Uma nova canção
Uma frase fora do contexto
A lua, o sol
E as estrelas
A esperança do mundo
Se encontra sempre nas pequenas coisas
Na aurora dos pensamentos
Nos sonhos bem sonhados
Na forma como você me olha
Em um beijo bem molhado
A esperança do mundo
Se encontra aqui no meu coração
E no coração de todos que acreditam
No amor, na serenidade, na vida
A esperança que renasce e é sempre renascida
Na redundância da própria esperança
A esperança do mundo
É você, e por você
Tenho mais e mais esperança.....
(para Mariana)
Escrito por andy às 11h35
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No limbo da falta de palavras
Não perdi a poesia...
Deixei-a trancada
Em um ponto eqüidistante
de mim mesmo
Não a perderia
Minha sombria poesia
Nem teria como
Dizer adeus....
São estes sentimentos
Bastardos
Que me atormentam
E me deixam assim
Refugiado
Impossibilitado de dizer
Sentir, falar
Impossibilitado de pensar
Portanto, não perdi a poesia
Só não sei como expurgá-la
E ela assim vai me matando
Devorando letra por letra
Tudo o que me alimenta....
deixando espaço, solidão & desespero
vazio e páginas em branco
não perdi a poesia.... me perdi
e vago por enquanto
no limbo da fala de palavras
.
Escrito por andy às 11h53
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não sou fácil
Compreendo que em mim
Nada é tão fácil
Agir, pensar, sofrer
Mesmo sofrer
Em mim
Não é fácil
Tendência caótica
De dramatizar
Até a comédia americana mais boba
é, sou assim
Uma eterna tragédia grega….
Compreendo
Mas também acho
Que não sou piegas
Ou sem auto-estima
Não me faço
De coitadinho
Só gosto mesmo da
Tragédia pela tragédia
O grande barato
Da dramatização
Afinal de contas
Assim difícil
E que me torno fácil
Desmoronado
E que me torno inteiro
Portanto compreendo
Que nada em mim é fácil
Sou a contradição
E sendo fora de mão
sou sempre teu por inteiro
mesmo que não me compreenda
mesmo que não me atenda
porque eu sei
que se não sou fácil
você é mais difícil
e juntos
somos insuportáveis
insuportavelmente
apaixonados
e isso
meu bem
isso,
ahhhhh, isso é que não é nada, mais nada mesmo
fácil…..
Escrito por andy às 17h03
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o amor, esse bandido
É preciso dizer
Que o amor
Não é coisa comprada
Roubada
Ou achada em latas de lixo
Por aí
Não, o amor
É que rouba ou
Compra sem pagar
Os corações alheios
E aflitos
E deixa no final
Quando assim
Mal resolvido
O sujeito abandonado
Largado em uma lata de lixo
Escrito por andy às 10h49
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gabriela
Ah, queria poder
Deter tua liberdade
Entre meus dentes
Gabriela
Uma inveja deste
Seu jeito menina livre
De ser
suave e Delicada
Em suas borboletas
Misteriosas
Misteriosas
Como você
Queria poder
Sentir teu cheiro
Sempre
Teu cheiro ardente
Que toma o espaço
em torno, envolta
profundamente
você
profundamente
você
e
assim
queria
te saber
mas não….
às vezes
e preferível
toda a insensatez
do que a certeza
deste seu olhar
Ah, sei lá
Você é algo
Assim
Indeterminado
Lindamente
Quase um sonho
Queria deter sim
Tua inocência
Apenas por um segundo
Mas é claro que não
É mais fácil
Ver você
Livre, leve e inocente
Sempre
Porque será assim
Que eu sempre
Me lembrarei de você…..
Escrito por andy às 16h06
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todos falam
Todos falam do amor
Todos querem falar
Mesmo não tendo palavras
Mesmo não tendo
Mais o que dizer
Todos falam do amor
Medo de tentar entender
O amor só pelo amor
Todos falam
Porque não sabem
Sentir
Todos falam
Porque é mais fácil
Mentir
Todos falam do amor
Poucos entendem
Poucos entendem
Nem eu, nem você
No fundo
É mais simples falar....
Escrito por andy às 00h18
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já se foi
Segundos
Que mudam o hoje
Que estão agora
E não estão
Teu rosto novo
Teu rosto velho
Não mais teu rosto
O tempo
Correndo desenfreado
Sem ter como parar
A luz, a sombra
E vários e vários sonhos
Segundos
Que mudam tudo
Alegria, tristeza
Companhia, solidão
Tudo tão intenso
Tudo uma ilusão
Acima e embaixo
Um vortex inexplicável
De caos e incertezas
Viver
E depois morrer
E depois deixar
O que nunca foi começado
O que nunca foi dito
O que nunca foi sentido
Deixar
Segundos
Que nos fazem jovens,
Nos fazem belos
Inteiros, vazios
E que escorrem sobre
Nossas peles
Sem que percebamos
Já é tarde, já é cedo
Já
É
Já se foi.....
Escrito por andy às 19h33
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não tenho rima
Antigamente
Era tão fácil rimar
Pena com ema
Amor com dor
Balela com lela
Cantor com Alaor
Mas hoje crítico
É ácido
Não rimo mais
Mosca com ostra
Banana com ana
E sem rima
Sem graça
Fico assim
Poeta árido
Sem ter com o que concretizar
Minha poesia
Sem rima, sem imã
Sem inocência
Em uma grande indolência
Sem nenhuma paciência
E etcetera e tal
Ainda bem que não é o fim do mundo
Escrito por andy às 15h11
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